A Astrologia (Cont.)

Uma decifração para o entendimento da Astrologia está ao alcance de todos os que deveras entendem a definição das seguintes afirmações:
  1. Os Elementos são a substância energética da experiência.
  1. Os Signos são os padrões de energia básicos e indicam qualidades específicas da experiência.
  1. Os Planetas regulam o fluxo energético e representam as dimensões da experiência.
  1. As Casas representam as áreas da experiência onde as energias se manifestam.
  1. Os Aspectos revelam o dinamismo e a intensidade da experiência e também o modo como as energias interagem dentro do indivíduo.
Estes cinco agentes contêm uma psicologia cósmica abrangente, e é a arte de os combinar que decorre na linguagem de energia apelidada de Astrologia.
Estes agentes são combinados do seguinte modo:
  • Uma determinada dimensão da experiência (indicada por determinado planeta) estará constantemente animada pela qualidade do signo onde está colocada no mapa astral. Esta combinação resulta numa força específica de auto-expressão e na definição duma estabelecida necessidade de realização. O indivíduo confrontará essa dimensão da vida duma forma imediata no campo de experiências indicado pela posição da casa do planeta. E, ainda que o impulso para a manifestação ou realização daquela dimensão da experiência esteja presente em todos os que tenham uma certa combinação de signo/planeta, os aspectos específicos daquele planeta revelam quão fácil e harmoniosamente pode a pessoa expressar aquele impulso ou satisfazer aquela necessidade.
A Astrologia é o conjunto das afinidades que, pelas leis da analogia, ligam o infinitamente grande e o infinitamente pequeno ao Cosmos. É uma arte de interpretação da vida, que nos fornece uma técnica para o desenvolvimento e realização da “personalidade”. O seu intuito é transformar a natureza humana num microcosmos, através de uma alquimia da personalidade. É transformar o caos em cosmos (ordem), a natureza humana colectiva em personalidade individual e criativa.

A Astrologia (Cont.)

A abordagem holística expõe que o universo inteiro é um sistema integral e que no interior do grande “todo” há todos menores, cujas estruturas, padrões e funções correspondem àquelas do “todo” maior. O átomo é um microcosmo do macrocósmico sistema solar. Esse mesmo conceito foi chamado de “princípio de correspondências”. O importante acerca dessa abordagem é que através da observação dos ciclos e das configurações no “todo” maior (os planetas) podemos compreender os ciclos e configurações presentes no homem. Carl G. Jung dá a esta lei de correspondências o nome de “sincronicidade”, um princípio de ligação a-casual; e, com referência à Astrologia, ele, aponta que algo que é feito ou que nasce num determinado momento no tempo traz inevitavelmente as qualidades desse momento. Esta lei de sincronicidade revela por que razão o mapa natal é calculado para o momento da primeira respiração do indivíduo, pois esse, é o momento em que o recém-nascido inicia o seu ritmo individual, em sintonia com o “todo” maior que o rodeia.

A abordagem energética lida com as energias essenciais (signos) e com os padrões de energia (planetas) que actuam nos indivíduos. O enfoque astrológico em termos de energia é, em síntese, um enfoque holístico, pois agrega simultaneamente todas as dimensões da vida do homem. A Astrologia indica que certas energias específicas e certos padrões de energia são determinados no momento do nascimento e continuam a operar dentro e através da pessoa durante o curso da sua vida.

Os quatro elementos da Astrologia (fogo, terra, ar e água) são os princípios fundamentais para a configuração de todas as estruturas materiais e orgânicas. Cada elemento representa um tipo essencial de energia e consciência, actuando em cada um de nós. Cada um dos elementos manifesta-se em três modalidades vibratórias: cardeal (cardinal), fixa e mutável. Assim, quando sincronizamos os quatro elementos com as três modalidades, obtemos os doze padrões principais de energia, que são chamados de signos zodiacais.

A Astrologia

A Astrologia, como o próprio nome indica é o estudo ou conhecimento dos astros e dos seus ciclos em relação às etapas da vida, e da explicação do significado desses ciclos com referência às oportunidades de desenvolvimento nos seres humanos. O seu propósito fundamental é determinar a presença de padrões regulares na sucessão de eventos que constituem a experiência interna e externa do ser. Ela aplica o conhecimento desses padrões a fim de orientar e dar significado a essas experiências. Conforme o ser vai atribuindo sentido às suas experiências, relacionando-as aos ciclos do seu “eu” individual ou da humanidade em geral, ele incrementa uma postura consciente, sensata e abrangente em relação à vida. Ele obtém sabedoria à medida que aprende a gerir a origem, o aperfeiçoamento e a repetição periódica das suas experiências.

A Astrologia opera através de várias abordagens. Assim, temos a abordagem Causal, também chamada de “Regulação Cósmica”, referindo-se aos campos electromagnéticos que se alteram constantemente, conforme se modificam as posições dos planetas. Tendo em conta que o sistema nervoso é sensível às mudanças de ambiente e que a cavidade entre a terra e a ionosfera é considerada como um sistema ressonante, sendo a frequência de ressonância aproximadamente igual ao ritmo alfa do cérebro humano, sugere-se que o campo geomagnético (através da alteração de posição dos planetas) poderá prover o delicado mecanismo de sintonização para esta frequência, estimulando assim mudanças de comportamento, tanto no ser humano, como no próprio planeta.

Uma outra abordagem é a Simbólica, que representa padrões, princípios e forças universais e que sugere que os planetas e os signos são símbolos de processos cósmicos. Símbolos são “realidades vivas” que não podem ser expressas de outra maneira. A abordagem simbólica da Astrologia só pode ser completa e benéfica se inserida numa estrutura de abordagem holística da totalidade da vida.
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A Era de Aquário



Estamos na aurora da Era de Aquário e a expressão electrizante da sua energia faz-se sentir no aceleramento científico e tecnológico que surge, cada vez mais, no quotidiano. Urano é o planeta que rege o signo de Aquário e a sua influência faz-se sentir essencialmente nas grandes revoluções que se têm dado nos últimos anos em termos técnicos, científicos e mentais.

Os computadores, a internet, os telemóveis, a descoberta e conquista do espaço sideral através de telescópios extremamente potentes, a física quântica, etc, – é a ciência ao serviço da Humanidade suplantando o esforço físico do homem e sobrepondo-se ao plano metafísico e ontológico do ser. Ao mesmo tempo, o Ser humano desperta para a percepção de unidade, de que estamos ligados a uma mente cósmica e universal através do campo morfogenético, onde temos acesso ao pensamento colectivo, aumentando assim, a importância dos assuntos ligados com o colectivo e com o planeta Terra, na sua trajectória pessoal. A luta colectiva pelos Direitos Humanos, a visão da Globalização, a Parapsicologia, a Telepatia, a Astrologia, etc. As Terapias Alternativas, como a Ayurveda, a Yoga, a Meditação, a Acupunctura, os Florais, a Radiestesia, a Cura Prânica, o Reiki, etc, começam agora a ter um papel decisivo no processo de cura do ser humano e a serem aceites e reconhecidas.

O progresso, principal promessa da Era de Aquário, tanto nos pode levar a uma separação do nosso lado intuitivo, tornando tudo excessivamente lógico e frio, como pode ser tão aperfeiçoado que nos leve a sanar os problemas que até agora criámos com o uso dele. A globalização tanto pode originar uma fusão mental interplanetária, como pode destruir as identidades pessoais, tribais e nacionais, não deixando espaço para a expressão individual (Leão), submergindo a vontade pessoal sob a custódia de uma tecnologia que cria e mantém o quotidiano.

Esta será a Era da tolerância, do respeito pela liberdade e criatividade de cada um, da disponibilidade e da qualidade de vida. As coincidências significativas estendem-se a todos os domínios, indicando que vivemos num mundo de sincronicidades. Surgem os primeiros indícios de uma Fé fundada na capacidade de que a psique tem o poder de transformar o Homem, revelando-o na sua ligação com o Plano da Alma e da Evolução. As crianças são fruto da evolução da humanidade, por isso o Universo está a brindar-nos com seres, cada vez mais especiais: as Crianças Índigo e Cristal. Crianças que, dependendo da sua educação, vêm dotadas de poderes para curar ou destruir o planeta.

A Era de Peixes


As Eras são períodos definidos de Tempo, que duram aproximadamente 2160 anos, e que se dimensionam através do deslocamento das Constelações em relação ao Equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte.

O período de transição entre duas Eras é marcado por manifestações do melhor e do pior de cada Signo. A Era de Peixes que agora finda trouxe ao ser humano a sensibilidade e a inspiração mais pura e profunda, a que se pode chegar através da espiritualidade. Ela teve inicío com o nascimento de Jesus Cristo, e com ela surgiu a necessidade de redenção, de salvação, de superação da matéria e devoção a um ideal. Foi marcada pela procura incessante do Santo Graal, do estado de graça em todas as religiões, pelo exarcebamento da Arte e da Música, mas foi também uma Era de ilusões, de sublimações não alcançadas que se expressaram pelas Cruzadas religiosas, a Idade Média, a Santa Inquisição, o Holocausto Judeu, e também pelo embotamento do espírito através do alcóol e das drogas.

O signo de Virgem, que se opõe a Peixes, também se manifesta nesta Era, através do desenvolvimento da ciência, mas também do racionalismo excessivo, do cepticismo e do descartar de tudo o que não pudesse ser classificado cientificamente. Foi a partir do séc. XIX que o perfeccionismo Virginiano assumiu a supremacia, dando início ao predomínio da razão e fragmentação do Ser, que resultou no surgimento em massa de doenças emocionais decorrentes da falta de conexão com a Divindade interior.